Orla do Dragão

The Witcher 3: Wild Hunt – Impressões de um bruxo tardio

Bom dia, boa tarde, boa noite, dragões, draconesas e draconetes do Brasil e do mundo!
Hoje vamos falar de O Bruxo, Geralt de Rívia.
Recentemente, joguei esse jogo lendário que ganhou o GOTY de 2015, e agora vou compartilhar minhas impressões.

Primeiras impressões

No momento em que escrevo este texto, tenho 172 horas jogadas de The Witcher 3: Wild Hunt — e ainda não terminei o jogo. Nem sequer entrei nas duas DLCs.
A primeira coisa que posso afirmar é: esse jogo tem muita coisa para fazer. O mundo é aberto, cheio de exploração e elementos de RPG de ação. O combate tem uma mecânica única, com vários detalhes que vou comentar mais adiante.

A história de The Witcher 3

A trama segue os acontecimentos do jogo anterior, mas não é necessário jogar o The Witcher 2 para aproveitar o terceiro. Logo após o prólogo, o jogo oferece uma opção para recriar as escolhas anteriores através de um breve interrogatório — perfeito para quem não jogou os títulos anteriores. Mesmo assim, essas decisões alteram pouca coisa.

Enredo sem spoilers

Geralt está em busca de sua amada Yennefer, uma poderosa feiticeira. Ao encontrá-la, descobre que ela trabalha a serviço do imperador Emhyr var Emreis, o homem mais poderoso do mundo.
O imperador confia a ambos uma missão crucial: encontrar sua filha desaparecida, Ciri, que está sendo caçada pela Caçada Selvagem — cavaleiros espectrais e mágicos que desejam capturá-la por causa do sangue ancestral que corre em suas veias, fonte de poder imensurável.
Assim começa a jornada de Geralt para salvar sua filha adotiva e enfrentar o caos do mundo de The Witcher.

O que faz The Witcher 3 ser tão especial

O universo de The Witcher é único. Ele tem personalidade, profundidade e uma identidade que atrai qualquer fã de fantasia madura.


Prós de The Witcher 3

1. História e narrativa

A história é muito bem contada. Os diálogos são naturais, sincronizados e estáveis — nunca presenciei legendas sumindo, mesmo pausando o jogo ou usando Alt+Tab.
É nítido que a narrativa foi prioridade no desenvolvimento. Todos os personagens têm personalidades complexas e completas, e o jogador precisa tomar decisões morais reais: perdoar ou punir, aceitar ou recusar, ajudar ou ignorar.
Quase tudo é opcional, e cada escolha tem consequência.

2. Mundo vivo e reativo

As escolhas afetam o mundo de maneira permanente. NPCs morrem, desaparecem, se mudam ou sofrem transformações.
Por exemplo: por causa das minhas decisões, uma vila foi destruída por monstros, uma senhora foi amaldiçoada — mas também salvei crianças de bruxas que as comeriam vivas.

3. Desafio e complexidade

Joguei na dificuldade difícil, e posso dizer que os combates exigem estratégia e preparo.
Contra certos monstros, senti a mesma tensão de Dark Souls. Em uma luta contra um lobisomem, precisei pesquisar estratégias online para vencer.
Nessa dificuldade, cada detalhe importa: usar poções, óleos, elixires, bombas e itens específicos se torna essencial.
Se você busca desafio e profundidade, jogue no modo mais difícil. Não vai se arrepender.

4. Trilha sonora e ambientação

A trilha sonora é magnífica, e os cenários são de cair o queixo. Cada castelo, estrada, floresta e vila parece viva, cheia de detalhes que dão alma ao mundo.


Contras de The Witcher 3

1. Bugs e launcher problemático

O jogo já tem 10 anos e está na versão 4.04, que provavelmente será a última.
Infelizmente, ele exige o launcher da CD Projekt Red mesmo que você o tenha comprado em outra plataforma, como a Steam.
Esse launcher é cheio de bugs: janelas distorcidas, travamentos e, às vezes, o jogo simplesmente não inicia — sendo necessário fechar pelo gerenciador de tarefas.
Também perdi um save corrompido, precisando voltar várias horas de progresso.

2. Câmera em combate

O sistema de combate é interessante, mas a câmera é frustrante.
Travar o foco em um inimigo limita a visão, e em batalhas com múltiplos adversários (algo comum) é quase impossível enxergar ataques pelos flancos.
Dica: nunca trave a câmera — mantenha o controle livre para reagir melhor.


Conclusão: vale a pena jogar The Witcher 3?

Definitivamente, sim.
The Witcher 3: Wild Hunt é um jogo grandioso, com uma história imersiva, escolhas significativas e combates desafiadores (às vezes, pelos motivos errados).
Quanto mais você se aprofunda, mais recompensador ele se torna.
Mas esteja preparado para lidar com alguns bugs e momentos de frustração até pegar o ritmo.

Se você é fã de RPGs de mundo aberto e quer uma experiência épica, The Witcher 3 é obrigatório.

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