Como descobri essa preciosidade?

Fui na loja de quadrinhos que mais gosto aqui no Vale do Paraiba em SP, Mangá Kissaten, e encontrei lá. Quando criança, era fissurado em Jiraya; tinha o boneco, brincava de Sucessor de Togakuri e assistia cada episódio pela extinta Rede Manchete. Recentemente, voltei a assistir a série pelo streaming, mas acho que ela não está mais no catálogo. É uma pena, pois, pasmem, é muito boa! Claro, há dificuldades relacionadas à época em que foi gravada, com furos de roteiro, mas, de modo geral, ela é excelente.

Não poderia deixar de ter essa preciosidade em meu acervo de quadrinhos, e assim o fiz. Guardei-o até começar o blog, quando passei a ler e a deixar minhas impressões aqui.

Roteiro

No quesito história, o roteiro é bem amarrado. Passa 20 anos após os acontecimentos finais da série; na batalha final contra Dokusai e Jiraya, Paco leva o tesouro do século, a Espada Olímpica (que na minha cabeça eu li como era falado na série), além do Deus Jirai para o espaço, devido aos riscos do fim da série.

A Família de Feiticeiros é apresentada, mostrando o que aconteceu com eles e como estão se reorganizando. Duas novas famílias de ninjas aparecem na história, e esses vilões trazem uma pegada mais brutal, pois são mafiosos que fazem de tudo para alcançar o status que antes pertencia a Dokusai, fechando a lacuna no submundo.

Touha, o incrível ninja Jiraya, virou líder do império ninja e vive sua vida normalmente – constituiu uma família, deu sequência ao dojo e faz bicos ajudando a sociedade. Manabu também aparece na história, assim como outros ninjas do império.

A história gira em torno de uma investigação da Interpol e da Polícia Secreta Japonesa, que se envolvem por causa das novas famílias de ninjas. Essas intervenções levam os vilões a atacarem diretamente Jiraya. Muitas reviravoltas acontecem, incluindo mortes de personagens, e o ninja entra em ação durante a investigação. Nesse momento, vemos uma reprodução da abertura da série, um excelente fan service. Depois, seguimos os nossos heróis buscando a nova espada, uma herança da série, que eles renomeiam (não darei spoiler, vá ler). A conclusão da história é excelente e restabelece o equilíbrio de poderes, com um plot maravilhoso para uma futura revista, ainda sem data definida.

Arte

A arte é toda em preto e branco, exceto as páginas iniciais, que remetem aos acontecimentos finais da série e estão coloridas. O estilo mangá com traço mais voltado para obras seinen é muito bem feito e me agrada bastante. Os personagens mantêm as roupas conforme a série, o que facilita a identificação. A passagem de tempo é retratada com maestria, mostrando os personagens mais velhos e suas posições na história.

Os novos personagens possuem artes bonitas e respeitam as características dos demais.

Equipe da obra

Eu não conhecia o trabalho da equipe, mas vou passar a ficar bem mais atento.

O Roteiro assinado por Chris Tex, e a arte e direção da dupla Santtos e Jhonny Domingos me deixam ainda mais feliz de poder ter esse trabalho sendo feito por brasileiros o que me permite poder ir catar os caras em eventos de agora em diante… tenho que pedir autografo para meu exemplar.

O Chris é roteirista de quadrinhos e filmes o que vou buscar um pouco mais de material dele.

Conclusão

O quadrinho traz uma ótima nostalgia, com uma história bem construída por fãs que, assim como eu, cresceram assistindo tokusatsus na Manchete. Com uma maestria incrível, eles criaram uma obra que alimenta nossa vontade de ver mais histórias que gostamos, agora trazidas para uma leitura que se aproxima mais de nossa idade e público.

Adquira o quadrinho em: JBC. Ainda não temos cupom deles, quem sabe no futuro!