
Sempre acompanhei o trabalho do Marcelo Cassaro, sou muito fã do cenário de Tormenta e essa revista já inicia apresentando elementos da história do mundo que me agrada bastante. Me enche de ideias para campanhas, eu quero usar tudo em uma campanha…
Quando busco um quadrinho é necessário que a introdução seja relevante para que eu queira continuar, neste caso ele apresenta um personagem principal que vive uma vida pacata que seu principal desejo é pescar e seguir sua vida. Como tudo em Arton leva a problemas ele é arrastado para o início da história.
Arte do quadrinho
Ele segue com traços de mangá o que me agradou bastante, ele mostra através do traço suave o quão jovens são os personagens envolvidos e com mudanças marcantes das expressões.
O designer dos personagens são bem no padrão mangá onde não se importa em mostrar corpos sem distinção do sexo do personagem. Como é uma história de 2011 e essa escolha faz parte do momento que ela foi escrita. O Rafael Françoi tem um traço incrível e a finalização da arte é muito boa.
Todo o mangá é preto e branco e só a capa tem cores para ilustrar os personagens.

Roteiro
O que me agrada no texto, ele não é mirabolante em explicações, ele mostra o quão simples o personagem principal é e sua compreensão dos acontecimentos são limitados ao seu interesse nisso, o que mais tarde remete a ele respeitar a individualidade de seus companheiros. O Mateo não tem apegos, ele só se importa com o sua mãe, demonstra um desprezo pelo pai e assume um papel de protetor de seu vilarejo, sem querer assumir a alcunha de aventureiro.
Os outros personagens tem uma apresentação sem grandes explicações, Val é apresentada de forma ainda mais vaga, ela não deseja falar sobre ela, tem dúvidas sobre qual papel ela assume como aventureira existe ainda mais mistérios sobre sua verdadeira natureza.
Os vilões é o grande plot de interesse, como eles surgiram, por que eles assumem um papel de vilão se na verdade só são uma outra sociedade que compartilha o mesmo local de origem. Existe uma forma de coexistir?
Como o reino é apresentado no decorrer da história, então se você quer usar Callistia como cenário em sua campanha, leia essa história para ajudar na ambientação.
Existem piadas que confesso ter me divertido principalmente como trata com ironia as denominações de alguns personagens (foque nos piratas e na minaura). Porém nessa simplicidade da apresentação ele começa a imputar dúvidas do destino que os Deuses empurram goela abaixo para esse personagem.
Avaliação final
Me senti assistindo um início de uma campanha de RPG, onde cada personagem é apresentada a história que eles vão viver só que vão reagindo de forma simples e tendo suas escolhas a cada passo que o “narrador” vai apresentando as dificuldades em sua frente. Recomendo como material de apoio para campanhas no reino de Callistia, se você quiser utilizar os Tiranos de Callistia em suas aventuras. Já iniciei o segundo volume e volto com as atualizações de minha impressão.
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